O Homem-Aranha de Stan Lee e John Romita: Com Grandes Poderes, Grandes Choques Geracionais

Steve Ditko, o co-criador do Homem-Aranha, deixou de desenhar a série do personagem na edição #38. Isso foi no início de 1966: um dia ele chegou na redação da Marvel, deixou as páginas originais do gibi com a secretária de Stan Lee e pediu que ela lhe avisasse que aquilo seria tudo. Ele nem desenhou a capa de sua última edição, que foi montada no bullpen a partir de quadrinhos do interior do gibi.

Steve Ditko

Ao redor dos meus vinte anos, e por diferentes motivos, passei o verão de uns três anos seguidos em Torres — a praia do RS que está mais próxima de SC, geográfica e esteticamente, pra vocês que não são aqui da região.Na condição de ser nerdoso, isso me dava bastante tempo livre: o que que eu ia fazer na praia, certo?

De onde viemos, para onde vamos: O que separa Warlock, de Jim Starlin, dos filmes da Marvel

A Marvel atual começou uma empresa pequena e recém-falida, e que tinha por objetivo apenas arrancar alguns centavos de crianças e adultos envergonhados. Stan Lee era um editor desesperado que, de uma salinha que dividia apenas com uma secretaria, reuniu mais algumas pessoas desesperadas para trabalhar naquilo que ocupava na escala de moralidade das pessoas comuns uma posição intermediária entre esquemas piramidais e pornografia. O seu conselho para os seus funcionários era “peguem o dinheiro e corram”.

Cage, de Brian Azzarello, Richard Corben e José Villarrubia: Um outro Luke Cage

Com o lançamento da série do Netflix, multiplicaram-se na Internet lista de gibis do Luke Cage para apresentá-lo aos eventuais novos interessados. Cage, de Brian Azzarello, Richard Corben e José Villarrubia, estava em quase todas elas. É um fato que diz muito sobre a “carreira” do personagem nos quadrinhos: não porque Cage seja um gibi ruim [não é], mas porque as duas séries não poderiam ser mais diferentes. 

Eternos, de Neil Gaiman e John Romita Jr.: Eram os deuses super-heróis?

Joe Quesada entregou os Eternos para Neil Gaiman com um objetivo claro: integrar os personagens de Jack Kirby, criados no auge de sua fase épico-cósmica, no Universo Marvel. É um fato que pode ser percebido dentro [o Homem de Ferro é um dos principais coadjuvantes da minissérie, que faz contínuas referências à saga Guerra Civil] e fora do gibi [Gaiman falou em diversas entrevistas sobre a missão.

Demolidor: Amor e Guerra, de Frank Miller e Bill Sienkiewicz: Ofuscando cavaleiros heróicos

A melhor forma de começar essa resenha de Demolidor: Amor e Guerra, de Frank Miller e Bill Sienkiewicz, é te pedindo um SALTO DE FÉ. É que a primeira página do gibi retrata as suas principais características. Mas só posso colar ela depois da quebra de página para não ferrar com a formatação da postagem.Então, você aí que acessou o site pela página inicial: clica ali no “Continua na pg. 2 »”. Te garanto que o texto tá massa.