Os Homens-Aranha de Steve Ditko: Essential Spider-Man vol. 1 e 2

Existe um antes e depois de Steve Ditko na história do Homem-Aranha. O paradoxo só é aparente: ainda que Ditko seja o primeiro desenhista regular do personagem, ele o encontrou assim para devolvê-lo assim.As diferenças entre as duas imagens superam a PISTOLA DE TEIAS: ao contrário da primeira versão, de Jack Kirby [pelo que se diz, uma versão genérica de The Fly, personagem que o rei co-criou com Joe Simon], o Homem-Aranha de Ditko parece um adolescente escorregadio e ameaçador, não um ícone sólido e inspirador.

Arma X, de Barry Windsor-Smith: O pesadelo de Logan

Não deixa de ser surpreendente que tão pouco de Arma X, a história do Wolverine escrita, desenhada, colorida e letrerizada por Barry Windsor-Smith, tenha sido tão pouco usada na versão do personagem para o cinema — e, em grande parte, desconsiderada em sua cronologia dos gibis. Pra você aí que só assistiu Wolverine: Imortal e tá perdido, não tenho como colocar isso em meias-palavras: essa é a melhor história do personagem de todos os tempos.

Holy Terror – Terror Sagrado, de Frank Miller: Jack Kirby e Jackson Pollock, Velozes e Furiosos

A primeira vez que eu vi a edição da Panini de Holy Terror – Terror Sagrado, a vilipendiada resposta de Frank Miller para os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, foi em uma das estantes da Multiverso Comic Con, a convenção de nerdismo porto-alegrense. Ao meu lado, alguém expressou a sua inequívoca incredulidade através de um sonoro “não acredito que eles tiveram coragem”. “Eles”, no caso, eram os editores da Panini, como se publicar um dos últimos [e mais polêmicos] gibis de um dos principais artistas do gênero fosse algum tipo de JOGADA EDITORIAL INVEROSSÍMIL.

Demolidor #1, de Mark Waid, Paolo Rivera e Marcos Martín: Bonito, colorido, oprimido

A Panini andou tomando uma série de iniciativas pelas quais um NERDISTA CRITERIOSO como eu [EHEM] só pode ficar FELIZ. Caso específico: começar a publicar uma série de BIRIRI CRÍTICO e ACÚMULO PREMIATIVO, o Demolidor de Mark Waid, Paolo Rivera e Marcos Martín em uma edição própria, como se um encadernado americano fosse, sem a presença de CORPOS ESTRANHOS ENGORDATIVOS.

Homem-Aranha 2099: Início, de Peter David e Rick Leonardi: Escolha a sua distopia

Houve um tempo em que a Marvel tentou fazer uma linha FUTURISTA, ambientada no ano de 2099. Um bom resumo seria que começou bem e terminou mal, mas você pode ler mais sobre isso aqui. Um dos melhores ESFORÇOS empreendidos foi o Homem-Aranha 2099: Peter David e Rick Leonardi, responsáveis pela maioria das edições, conseguiram dar para Miguel O’Hara, o amigão da vizinhança do futuro, uma personalidade própria, transformando-o em mais do que um CLONE DO FUTURO.