ENTRE O BIG-BANG E A ACTION COMICS #1

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Jess Nevins resenhou o novo livro de Chris Gavaler, On the Origin of Superheroes: From the Big Bang to Action Comics No. 1. Foi no Los Angeles Review of Books. O objetivo do livro é narrar a história dos proto super-heróis, que influenciaram a criação do Super-Homem, seus colegas e as suas influências diretas.

Existe um vácuo na bibliografia sobre isso: como diz Nevins, “precisamos de uma análise compreensiva da história da literatura popular, focada em catalogar os proto super-heróis. A Epopeia de Gilgamesh, por exemplo, tem dois personagens super-humanos, Gilgamesh e Enkidu”. Podemos dizer que Enkidu “é um proto super-herói, o primeiro de vários na história da literatura popular. Personagens como Robin Hood e Rei Arthur têm elementos super-heroicos, e exerceram uma evidente influência sobre eles”. 


Existem vários outros: “Moll Cutpurse, inspirado em Mary Frith (aproximadamente 1584–1659), que apareceu na peça The Roaring Girle; or, Moll Cut-Purse, de T. Middleton e T. Dekker, de 1611, é uma vigilante urbana que combate o crime, a primeira na literatura popular, e tem identidade secreta e codinome. The Masque, de Thomas Quincey, do seu Klosterheim (1832), é um vigilante com identidade secreta e que usa um disfarce, que luta contra a opressão e controla a cidade de forma tão firme quanto Batman em Gotham City; Klosterheim, reconhecidamente, ainda era ensinado quando Bill Finger e Bob Kane estavam na escola. Várias revistas no final dos anos 90 da década do século XIX e no início do século XX, publicavam histórias de personagens que lutavam contra o crime, modeladas no mundialmente famoso strongman Eugen Sandow (1867–1925), que tinha força sobre-humana. Essas revistas foram lidas e influenciaram os criadores de heróis de revistas pulp mais famosas, que, por sua vez, influenciaram a primeira geração dos super-heróis dos quadrinhos”.

O livro de Gavaler, no entanto, não ocupa esse espaço: ao contrário do que o seu título sugere, “ele não oferece uma história dos super-heróis, mas uma meditação. Isso é infeliz: a abordagem pontual impede a explicação histórica e a contextualização que o assunto implora”. [QUADRINHOS]

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