BATMAN VS SUPERMAN, DE ZACK SNYDER: CONTRA O LEVIATÃ

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Christopher Morrisey, do Imaginative Conservative, assistiu Batman vs Superman: A Origem da Justiça [o filme de Zack Snyder] e voltou com uma análise filosófica-política. O título é “Batman e o Leviatã: Super-heróis no estado de natureza” e envolve Aristóteles e Thomas Hobbes.

Ele começa diferenciando Batman vs Superman dos filmes dos X-Men -- enquanto que os mutantes são injustamente perseguidos em uma história sobre discriminação, no universo da DC “é apresentada uma nova ideia desafiadora: e se os super-heróis que querem fazer o bem da sociedade, e serem aceitos como os mocinhos, são rejeitados a pesar de suas melhores intenções?”.


“O que o filme destaca de forma mais apurada”, conforme Morrisey, é “a tentação de qualquer 'meta-humano' de viver conforme a primeira Lei da Natureza de Hobbes” [todo homem deve esforçar-se pela paz, enquanto tenha esperança de alcançá-la; e quando não puder alcançá-la, pode procurar e usar os meios de ajuda da e vantagens da guerra]. “Porque qualquer super-herói, por simplesmente ser um super-herói, sempre estará de volta no estado de natureza. A pesar de suas melhores intenções, o uso dos seus superpoderes imediatamente aliena ele do contrato social. Qualquer uso unilateral de força por parte dele irrevogavelmente faz dele um rival do Leviatã”. [ETCETERA]

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