WONDER WOMAN: EARTH ONE, DE GRANT MORRISON E YANICK PAQUETTE: “A MULHER MARAVILHA É PRODUTO DE UMA SOCIEDADE MENTIROSA E DESFUNCIONAL, FILHA DE UMA RAINHA INCONFIÁVEL”

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Tim Hanley [escritor de Wonder Woman Unbound e Investigating Lois Lane] resenhou Wonder Woman: Earth One, de Grant Morrison e Yanick Paquette. Foi no blasé The Comics Journal e, no final das contas, ele está reclamando que Morrison não foi o suficientemente radical. Mas ele faz tudo isso de um jeito bem informado.

Hanley começa a resenha mostrando como Morrison encheu o gibi de referências ao personagem na Era de Ouro, escrito por William Moulton Marston e desenhado por H. G. Peter: “é inspirado no trabalho dos criadores da Mulher Maravilha, e é uma atualização para o século XXI da sua origem simultaneamente feminista e fetichista. A crítica de Marston ao patriarcado e aos efeitos nocivos de se deixar os homens terem poderes sobre as mulheres era um componente das aventuras da Mulher Maravilha nos anos 40, e Morrison Paquette trilham um caminho parecido quando começam a série”.


Para logo em seguida dizer como tu isso parece um pouco... fora dos eixos: “a forma com que Morrison e Paquette retratam as Amazonas mina o feminismo que está na origem do personagem na Era de Ouro. A Mulher Maravilha era o produto partenogênico de uma utopia totalmente feminina, um exemplo do poder que todas as mulheres tem, enviado para um mundo que estava clamando por ajuda e orientação. Em Wonder Woman: Earth One, ela é o produto de uma sociedade mentirosa e e desfuncional, a filha de uma rainha inconfiável e a antiga profanadora das Amazonas, enviada para um mundo que não precisa especialmente dela”. [QUADRINHOS]

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