WONDER WOMAN #3, DE WILLIAM MOULTON MARSTON: “AS QUALIDADES MÍTICAS DA MULHER MARAVILHA NÃO SÃO DEFINIDAS PELA SUA CORREÇÃO IDEOLÓGICA”

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E já que a Mulher Maravilha de William Moulton Marston está em voga, vamos a resenhismo: Gene Phillips, do The Archetypal Archive, escreveu sobre Wonder Woman #3, de 1943. A história, A Spy on Paradise Island, é um exemplo de como Marston “ainda que preso a um argumento ideológico, as vezes incluía material que divergia do seu programa ostensivo”.

É que “as qualidades míticas da Mulher Maravilha não são definidas pela sua correção ideológica”, ainda que Marston “seja particularmente vulnerável a esse tipo de falha na leitura, considerando que ele fez o possível para promover a sua super-heroína como o arauto de uma 'autoridade amorosa' ginocêntrica que algum dia transformaria o mundo”.


É que em Spy on Paradise Island “a própria heroína da história não recebe muita atenção, se comparada à cultura e mitologia da Ilha Paraíso”: a Mulher Maravilha volta “para casa para participar de uma celebração conhecida como 'Dia de Diana', explicado no texto de abertura como 'o Natal das Amazonas, o dia em que o poderoso deus sol retorna para a Terra”. [QUADRINHOS]

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