TODD MCFARLANE: POETA DA CALÇA JEANS; MICHAEL BAY; MAGNATA LOUCO

* * * *
Andrea Fiamma, do Fumettologica, se deu uma missão: explicar Todd McFarlane e a “poética do blue jeans”. O ponto de partida é um duelo de titãs dessa Lilliput que o mundo dos quadrinhos americanos: a entrevista que McFarlane deu para Gary Groth, do The Comics Journal, em 1992.

Na entrevista, diz Fiamma, McFarlane se mostra como o que ele é: “um autor com grande intuição e um simplificador de dinâmicas que para Groth são muito mais complexas. O contrário também é verdade: ainda que o canadense mostre algumas contradições ('não me interessa o mercado, desenho para mim' vs. 'os meus chefes são os garotos que compram os gibis'), o crítico se vê sobrecarregado pelo seu próprio fundamentalismo, fazendo com que McFarlane faça alguns pontos. Em um determinado momento, o desenhista lhe deixa deslocado perguntando se estava usando calças jeans: 'porque é certo usá-las? Os jeans são comerciais. São confortáveis e práticos. Isso faz com que eles sejam errados?'”.


Mas o que incomoda mesmo, conforme Fiamma, é que “McFarlane seja um autor com voz própria -- como é Michael Bay -- e um estilo que influencia o gosto dos leitores”: um estilo que “combina o realismo detalhado com os exageros de um desenho animado”, “sem muito respeito pelas normas, das variações e da coerência”. [QUADRINHOS]

Nenhum comentário: