JULIUS SCHWARTZ, A ERA DE PRATA E A FICÇÃO CIENTÍFICA

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Kurt Wilcken escreveu um artigo para o Poplitiko sobre o que os quadrinhos de super-heróis devem à ficção científica. A resposta curta é “A Era de Prata”. Julius Schwartz é o “nexo” que fez as duas formas de nerdismo se cruzar.

Schwartz era “um membro da Science Fiction's First Fandom e publicou um dos primeiros fanzines de ficção científica com Forrest J. Ackerman e Mort Weisinger, que depois seria seu colega na DC. Ele formou uma agência literária especializada em ficção científica e representou escritores como Ray Bradbury e Robert Bloch. Ele até mesmo lidou brevemente com H. P. Lovecraft, e vendeu o livro Nas Montanhas da Loucura para a Astounding Stories”.


Quando se tornou editor da All-American Comics [a futura DC], Schwartz se tornou o responsável por reinventar o Flash, o Lanterna Verde e o Gavião Negro. Para isso, ele “recrutou alguns dos seus contatos na ficção científica, como Alfred Bester” [de O Homem Demolido e The Stars My Destination, criador do juramento do Lanterna Verde].


Schwartz deu para os personagens “uma forte base na ficção científica. O Gavião Negro original era uma reincarnação de um faraó do Egito”, enquanto que o novo “era um policial de outro planeta”. O Lanterna Verde original, “Alan Scott, conseguiu os seus poderes com uma lâmpada mágica [o seu criador, Martin Nodell, originalmente quis chamá-lo de 'Alan Ladd', para evocar 'Aladdin']. Schwartz e o escritor John Broome fizeram do personagem o membro de uma organização galática de homens da lei, inspirado na série Lensmen do patriarca da ficção científica E. E. Doc Smith”. [QUADRINHOS]

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