“É DIFÍCIL AFASTAR A IMPRESSÃO DE QUE STAN LEE ESTÁ INTERPRETANDO O PAPEL DE UMA FIGURA TRÁGICA, TALVEZ PATÉTICA”

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Abraham Riesman, do The Vulture, escreveu um artigo desmistificador sem ser difamador sobre Stan Lee. É longo, conta com a participação de Roy Thomas, Gerry Conway, Mark Evanier, Colleen Doran e Tom Spurgeon, e tenta mostrar como Lee é um personagem ambíguo com base na sua biografia.

Um personagem ambíguo que está entre a vilania e, atualmente, o ridículo: “Lee viveu o bastante para ver como a sua automitologia, parte do que fez dele um herói em primeiro lugar, se voltou contra ele. Nas últimas décadas, o homem que salvou os quadrinhos se tornou, ao menos para alguns dos fãs de gibis, um vilão”.

Para entender isso, diz Riesman, “precisamos olhar para trás e entender quem Lee era antes do fenômeno Marvel: uma peça desesperançada e de meia idade de uma corporação, trabalhando em uma indústria moribunda, sem nenhum motivo para acreditar que as coisas mudariam”.

Outros fãs enxergam ele como “um tipo de piada”: “fãs hardcore de quadrinhos recebem as notícias dos seus novos projetos com um certo grau de preguiça”; “é difícil afastar a impressão que, no que deveria ser a sua era de ouro, Lee está interpretando o papel de uma figura trágica, talvez patética”. [QUADRINHOS]

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