DANIEL CLOWES: “EXISTE ALGO PRIMITIVO E AMEAÇADOR NESSES DESENHOS”

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Seguimos com Daniel Clowes e Patience. O quadrinista também foi entrevistado por Todd Hignite, no The Comics Journal. Parte da entrevista mostra as diferenças entre Patience e o gibi anterior de Clowes, Wilson.

Wilson, diz Clowes, foi o auge de uma abordagem reducionista: “cada parte da história é reduzida a um pequeno momento essencial, que são unidos em uma narrativa maior”; “quase não há exposição, apenas momentos destacados da história de um personagem”. A principal influência foram as tiras de jornal: “eu estava imerso nesse mundo pela primeira vez”.


Patience vai para o caminho contrário: “estava com a vontade de fazer o contrário, que era me dar a maior quantidade de espaço que eu quisesse, então se uma única imagem parecesse grande o suficiente para ocupar duas páginas, eu podia fazer isso, e ter um ritmo dentro da história que fizesse sentido”. O objetivo era “voltar aos gibis normais”.


As influências iniciais fora “o Dr. Estranho de Steve Ditko, e também o Mr. A, onde ele desenhava esses cenários malucos com o Mr. A de pé em uma outra realidade em que palavras como 'Mentiras' e 'Enganos' estavam atacando ele. Existe algo verdadeiramente ameaçador e primitivo nesses desenhos para mim”. [QUADRINHOS]

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