“O DESENVOLVIMENTO MORAL E POLÍTICO DE JORNADA NAS ESTRELAS TAMBÉM REFLETE O ESTRANHO DECLÍNIO DO LIBERALISMO AMERICANO DESDE A ERA KENNEDY”

* * * *
Durante a semana passada, no curso da qual espero que você tenha lido a resenha de Eternos, fez 50 anos da transmissão do primeiro episódio de Jornada das Estrelas, a série de Gene Roddenberry, William Shatner e Leonard Nimoy. 

Você não precisa ser um fã da série [como eu mesmo não sou] para reconhecer que isso é um milestone nerdista. Consequentemente, abundaram artigos sobre a série. Mas o  melhor deles ainda é esse, de Timothy Sandefur, publicado na Claremont Review of Books no ano passado.

Sandefur descreve o credo a série original de Roddenberry como liberalismo oldschool, da Era Kennedy -- enquanto que as séries e filmes posteriores refletem a decadência moral e política dos últimos 50 anos: a série foi “engolida pelo relativismo”.


É que “Roddenberry e seus colega eram veteranos da Segunda Guerra Mundial, de um país que estava lutando a Guerra Frio contra um agressor comunista que eles tratavam com horror. Eles consideravam a democracia ocidental como a única força que prendia uma ditadura igualitária global”.

A partir da década de 70, no entanto, a série passou a refletir “o crescimento da New Left, um movimento que enxergava os alegados males da sociedade como uma consequência não apenas do capitalismo, mas da tecnologia e da própria razão. A Civilização não era mais o aperfeiçoamento da natureza, ou até mesmo a proteção contra a natureza, mas uma alienação da natureza. Livre de suas amarras, o homem se reuniria com o universo”. [MEMÓRIA] [ETCETERA]

Nenhum comentário: