GRIM AND GRITTY: “O OUTRO LADO DO CAMP E DA IRONIA”

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Jackson Ayres, do Los Angeles Review of Books, olhou para a Era das Trevas dos quadrinhos e se perguntou: Quando os super-heróis foram grim and gritty?

A resposta é meio que “sempre” e “nunca”. O argumento de Ayres é que “Dark Age” é um termo cheio de problemas [ignora os elementos grim and gritty dos gibis de décadas anteriores; ignora que, já nos anos 90, tanto a Marvel e a DC começaram a publicar histórias mais light, onda capitaneada por Mark Waid e Kurt Busiek], assim como grim and gritty: “não era uma abordagem nem de longe tão consistente, coerente ou dominante como as relatos retroativos insistem”.

1998

Mais importante: “os debates sobre o que é grim and gritty não podem ser separados sobre o que é camp”. A própria origem do termo é camp: “o primeiro uso do termo 'grim and gritty' em um contexto super-heroico vem de uma fonte surpreendente: a série de televisão de auto-paródia do Batman que passou na ABC entre 1966 e 1968. O episódio “A Riddling Controversy” começa com os heróis presos em uma armadilha mortal ridícula, enquanto que a narração em off diz 'um destino grim and gritty espera por eles a não ser que algo horrivelmente bom aconteça de uma forma horrivelmente rápida”. Esse jogo de palavras divertido captura um ponto importante, mas frequentemente ignorado: a estética e o legado do grim and gritty talvez sejam melhor entendidas como o outro lado da moeda do camp e da ironia”. [QUADRINHOS]

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