ROB LIEFELD, O ZEITGEIST DOS ANOS 90

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Ainda aproveitando o vácuo de Deadpool, Andrea Fiamma, do Fumettologica, se deu uma árdua [mas necessária] tarefa: explicar Rob Liefeld. É árdua porque ele não caiu no anti-liefeldismo 1.0. Ao contrário: “nos anos 90, Liefeld era uma estrela dos quadrinhos e os jovens leitores compravam os seus gibis, então alguma coisa certa ele deve ter feito -- ainda que seja apenas ter a sorte de estar no lugar certo no momento certo”.

A explicação, talvez, possa vir “pegando-se emprestado as palavras de Carl Wilson em Let's Talk About Love: certos artistas encontram o sucesso porque o público quer, como escreve Evil Monkey, 'emoções jogadas no seu rosto com a violência de um trem no meio de descarrilamento'. As splash-pages espalhadas pelos gibis, os quadrinhos extremamente velozes e o grupo de linhas desenhadas no rosto e corpos dos personagens parecem aderir a essa ideia de entretenimento”.


Ele era “o zeitgeist dos anos 90” e “com as ombreiras, as pontas, os bolsos e as armas gigantescas, inventou um imaginário que desenhistas mais talentosos não conseguiram criar, tornando-se, ainda que sejam ótimos, notas de rodapé na história dos quadrinhos”. [QUADRINHOS]

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