HOLY TERROR, DE FRANK MILLER: “NÃO LEVA A SUA PREMISSA O SUFICIENTEMENTE LONGE”

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Gene Phillips, do The Archetypal Archive, resenhou Holy Terror -- o mais polêmico gibi de Frank Miller. O objetivo era mostrar se ele conseguiu fazer “o que queria fazer: uma peça de propaganda, mostrando um herói mascarado espancando muçulmanos/terroristas jihadistas”.

A resposta é “não”, mas porque “não leva a sua premissa absurda o suficientemente longe, e não porque deveria ter se restringido um pouco e jogado de forma mais cuidadosa”. Sim: o que ele diz é que Miller não foi o suficientemente longe.



É que os gibis do Capitão América socando o Hitler também não podem “ser julgados como uma reprodução da realidade”, mas, “se tinham valor, esse residia na tentativa dos artistas americanos em projetar a vileza dos inimigos da nação”. Os vilões de “Miller, no entanto, não são nem um pouco destacáveis”. Não é só: “propaganda de verdade precisa não apenas de imagens da vileza dos vilões, mas também imagens do status superior dos heróis, e isso também não tem no gibi”. [QUADRINHOS]

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