DEMOLIDOR, DE ANN NOCENTI, JOHN ROMITA JR, D. G. CHICESTER E SCOTT MCDANIEL: “A SUA CEGUEIRA NÃO É APENAS FÍSICA, MAS MORAL”

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Entre a série do Netflix e um novo encadernado da Panini Itália com o personagem, Tonio Troiani, do Fumettologica, repassou os últimos trinta anos da vida quadrinística do Homem Sem Medo, Demolidor. Começou com a fase de Ann Nocenti na série do personagem -- que faz uma indagação “ético-religiosa” da qual “emerge o espectro de Dostoiévski”.

A comparação não trata da qualidade [“Nocenti é imatura, principalmente nos diálogos”], mas do eco moral: “Matt Murdock, como Dmitiri”, de Irmãos Karamazov, “ama visceralmente, mas se deixa levar pelas paixões mais baixas, fazendo um uso tanto físico quanto psicológico da violência”; “a sua cegueira não é apenas física, mas moral”. 

Crime, Castigo e banguarnada na cara
Troiani também fala de O Homem sem Medo, a minissérie de Frank Miller e John Romita Jr., e da fase de D. G. Chichester nos roteiros da série do personagem: “é o início de um lento declínio”; Chichester tenta usar tantas ideias de Miller quantas sejam possíveis para tornar o título atraente” e “forçar Scott McDaniel, até então desconhecido, a desenhar como se fosse o Miller de Sin City”; “o estilo de McDaniel é difícil de ler, as cores de Chris Mattys tentam compensar, mas falam miseravelmente: o resultado é claustrofóbico”. [QUADRINHOS]

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