WILL EISNER E A ORIGEM DA NOVELA GRÁFICA: “OS QUADRINHOS AMERICANOS TINHAM ATINGIDO O SEU PONTO CRIATIVO MAIS BAIXO”

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Paul Levitz, presidente da DC entre 2002 e 2009, e escritor da trilogia The Golden Age of DC Comics, The Silver Age of DC Comics e The Bronze Age of DC Comics, publicados pela Taschen, vai lançar um livro novo: Will Eisner: Champion of the Graphic Novel. Você deve ser capaz de deduzir o assunto. O The Vulture colocou as mãos em um capítulo, que publicou no site como prévia. É sobre história da novela gráfica -- não do termo, mas da forma.

Não é a mês a coisa do que falar de Um Contrato com Deus. Conforme Levitz, “é comum ouvir Will Eisner ser chamado de 'pai da novela gráfica' pela sua quase universalmente aclamada obra de 1978 Um Contrato com Deus. No entanto, essa é uma frase carregada de imprecisão, emoção e controvérsia”.



A partir disso, Levitz fala do contexto e das hqs que inspiraram Eisner na criação de Um Contrato com Deus. Inclui uma descrição meio deprimente da década de 70: “os quadrinhos americanos tinham atingido o seu ponto criativo mais baixo desde a sua criação. O seu primeiro grande meio, a tira, estava enfrentando o desafio do declínio acentuado no número de jornais nas grandes cidades. Os quadrinhos mainstream enfrentavam a diminuição no número de bancas para conectá-los aos seus leitores e tinha alienado os seus contribuidores. O número de canais de televisão estava aumentando, a programação infantil havia expandido, o que muitos editores viram como a causa do crescente desinteresse daquela geração pelos gibis mainstream. E o fogo do que era o underground parecia estar se extinguindo. Se fosse para existir uma nova primavera no meio, teria que ser em um novo formato”. [QUADRINHOS]

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