SIN CITY: A CIDADE DO PECADO, DE FRANK MILLER: “IMENSAMENTE CATÁRTICO”

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Semana passada, Gene Phillips falou sobre Sin City -- todas as séries que formam o universo de Frank Miller. Falou, especialmente, sobre A Cidade do Pecado [ou The Hard Goodbye], a primeira minissérie. Agora, escreveu uma nova resenha só sobre esse gibi, “uma obra maestra da arte em quadrinhos”, “que provavelmente não vai ser reconhecida como uma obra maestra em um futuro próximo”.

Por quê? “Mesmo que seja possível criticar os gibis de Miller nos seus próprios termos, muitas críticas são fundadas no conceito excessivamente ideologizado de que o Sin City de Miller, talvez todo o seu trabalho, pode ser resumido pelo método Fascista Velho em Dois Passos: [a] A Obra A apoia a violência; portanto, [b] Obra A apoia tacitamente o fascismo”.


A Cidade do Pecado, é claro, não é fascista, mas “um mito sociológico”: “Marv é um monstro humano que nunca teve um motivo para existir, até que um bando de assassinos bem relacionados tentam fazer dele um bode expiatório. A violência que resulta isso é imensamente catártica ao leitor, mas a catarse funciona menos como os contos de Batman, em que se busca justiça, e mais como a fúria de um Monstro de Frankenstein contra a estupidez e venalidade da humanidade”. [QUADRINHOS]

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