ADRIAN TOMINE: “PELO MENOS NÃO ESTÃO CRITICANDO A MINHA ARTE-FINAL, APENAS ODIANDO OS MEUS PERSONAGENS!”

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Uma coisa que apareceu bastante na Internet nos últimos tempos foi entrevistas com Adrian Tomine e resenhas de seu novo gibi, Killing and Dying. Uma das melhores entrevistas foi essa, de Grace Bello, publicada na revista Guernica.

Entre outros assuntos, Tomine comentou sobre as críticas que o seu trabalho recebeu no início de sua carreira – ele não era suficientemente “asiático americano”: “as pessoas começaram a me perguntar porque a identidade asiático americana não era o foco do meu trabalho, ou porque eu evitava o assunto”. 

Quando ele decidiu abordá-lo, não é que as pessoas tenham ficado muito felizes: “recebi uma reação muito negativa do semento asiático americano dos meus leitores”. Lado positivo: “pelo menos eles não estão criticando a minha arte-final, apenas odeiam os meus personagens!”, o que é “uma forma de elogio”: “um personagem tem que ser de alguma forma bem escrito se você está disposto a julgá-lo como uma pessoa de verdade”.


Mais recentemente [e especialmente no caso de Killing and Dying], Tomine diz que a maior influência de seu trabalho foi a paternidade: “se você está trocando fraldas e indo no parquinho, qualquer ambição de ser um cara cool sai pela janela”. Isso “encorajou a direção para a qual eu estava movendo a minha escrita. Pensei 'vamos ver o que acontece quando eu começo a pensar sobre as coisas que estão na minha cabeça agora mesmo, nesse momento da minha vida'”. [QUADRINHOS]

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