MARCELLO QUINTANILHA: “TENTO INCORPORAR UMA ICONOGRAFIA PRATICAMENTE IGNORADA PELOS PRODUTORES BRASILEIROS”

* * * *
Tungstênio, de Marcello Quintanilha ganhou no início do ano o prêmio especial de hq policial do Festival de Angoulême. Paul Gravett [de 1001 Comics You Must Read Before You Die], portanto, estava bem antenado ao entrevistá-lo no final do ano passado. A entrevista saiu no próprio site de Gravett. Foi realizada por e-mail, então as vezes ela pode parecer meio truncada.

Mas ele fala bastante sobre as suas influências e os seus primeiros trabalhos. A “primeira grande referência” foi John Buscema, e “então, [José Luis] García-López, [Hugo] Pratt, [François] Boucq, [Paul] Gulacy, [Edgar P.] Jacobs”... Também o “fotojornalismo”: “passava horas olhando para as fotografias de futebol publicadas no jornal”; “Chico Albuquerque e Evandro Teixeira me inspiraram muito a incorporar uma iconografia praticamente ignorada pelos produtores brasileiros de quadrinhos”. Tem também influências japonesas: “[Kazuo] Koike, [Goseki] Kojima, [Suehiro] Maruo ou [Yoshihiro] Tatsumi”.

Página de Tungstênio
A sua trajetória profissional começou em 1988, desenhando para a Bloch: “mostrei o meu portfólio para o editor encarregado e ele imediatamente abriu a gaveta e me deu um roteiro”. O salto para a Europa [Quintanilha mora em Barcelona há quase 15 anos] aconteceu com a ajuda de Boucq: “fui a uma convenção de quadrinhos em Belo Horizonte, e François Boucq também estava lá. Ele disse que mostraria as minhas coisas à sua editora da época, Casterman, e foi o que ele fez. Depois de um tempo, a Casterman me colocou em contato com Jorge Zetner”. [QUADRINHOS]

Nenhum comentário: