MAX ALLAN COLLINS E O BATMAN: “UMA RECEITA PARA O DESASTRE”

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Max Allan Collins escreveu Estrada para a Perdição, diversas minisséries em quadrinhos de CSI, a tira de Dick Tracy por vários anos e uma montanha de livros policiais. A fase dele em Batman, no entanto, durou apenas oito edições [sete da série regular e um anual]. Em entrevista para Alex Dueben, do CBR, ele explicou quais foram os problemas.

E tem vários. Primeiro: poucas referências [“eu perguntava onde exatamente estava a mansão Wayne e ninguém sabia. Era longe de Gotham? Ninguém sabia. Pedi um layout da bat-caverna. Não existia”] e quase nenhum contato com o editor, Dennis O'Neil [“eu estava só tropeçando nas coisas com a minha autoconfiança habitual, e Denny não queria pisar nos meus calos. Uma receita para o desastre”; “se eu falei com ele quatro vezes ao longo do ano, me surpreenderia”].

Essa capa é muito legal, vai.
Dois, visões diferentes e mudanças editoriais: “Denny queria que eu fizesse um Batman mais gritty, mas a minha visão era mais tradicional. Cheguei na série logo depois do Ano Um do Miller, então fiquei parecendo um cara leve para muitos leitores”; “na minha primeira edição, abri ela com um texto de apoio que indicava uma mudança. Denny cortou isso, sem falar comigo”. 

SUAVE DEMAIS, DIABOS
ONDE ESTÃO AS PROSTITUTAS??
E três, problemas com os desenhistas: “me colocaram com um cara muito talentoso chamado Chris Warner”, que “atrasou os prazos e foi demitido depois de uma edição”. Depois disso, foram “cinco artistas em oito edições”, o “único dos quais se manteve de alguma forma regular foi Dave Cockrum, que não entendia nem um pouco a minha abordagem”. [QUADRINHOS]

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