KELLEY JONES: “POSSO VER VOCÊ COMO UM DESENHISTA DO BATMAN”

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Kelley Jones, o mais... marcante desenhista do Batman dos anos 90 foi entrevistado por Dan Greenfield, do 13th Dimension. Os dois conversam sobre a fase dele na revista do Homem-Morcego [escrita por Doug Moench].

Como nas outras entrevistas de Greenfield, ela é dividida várias partes. Dessa vez, foram cinco. Na primeira, Jones fala sobre o momento em que ele pensou em se tornar um quadrinista profissional. Foi em 1979, em uma convenção em São Francisco, graças a um empurrãozinho de Marshall Rogers: “um amigo meu mostrou para ele algumas páginas” e “ele foi, tipo, 'a narrativa é boa, a iluminação é excelente, existe uma visão original aqui. Posso ver um dia você desenhando o Batman!'”.

Na segunda, ele falou sobre as suas preferências pop na adolescência. Berni Wrightson e Michael Ploog estão lá. Na terceira, sobre Batman: Red Rain, primeira história dele com o personagem, co-protagonizada pelo Drácula e escrita por Moench [“pensei que era a coisa mais boba que eu já tinha ouvido! O Batman enfrenta o Drácula, é mordido e vira um vampiro? Mas li o roteiro e era tremendo. Disse que ia fazer”].

Arte original da capa de Detective Comics #651,
primeiro trabalho de Jones com o Batman

A partir de Red Rain, Jones deu o pulo para a série mensal Batman. É o assunto da quarta parte, a fase da Queda do Morcego: “eles não sabiam o que ia acontecer... quando eu perguntava o que vai acontecer nessa edição para a qual eu tenho que fazer a capa quatro meses antes, eles não sabiam. Eles tinham alguma idéia: 'olha, acho que ele está em um esgoto', ou 'nós sabemos que ele vai enfrentar esse cara'. Qualquer coisa assim”. 

Na última parte da entrevista os dois falam sobre a Gallery Edition, a versão da Graphitti para a Artist's Edition da IDW, de sua fase no Batman. Quem fez a ponte entre ele e a editora foi Neil Gaiman: “fui contatado por Neil Gaiman e Neil disse 'esses caras da Graphitti estão atrás de você'. Eu não faço presença em lugar nenhum e eles não sabiam como me encontrar. Não vou a convenções e essas coisas porque eu tenho dois filhos”. [QUADRINHOS]

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