STAN LEE, JACK KIRBY E A ORIGEM DA MARVEL: A “VERSÃO ACEITA” É UMA FARSA?

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O The Kirby Effect nos deu mais um artigo sobre a maior batalha da história dos comics: Stan Lee x Jack Kirby. Michael Hill, ao longo de três postagens, mostra as falhas do que ele chama de “A Versão Aceita”: “Lee fornecia idéias e tramas para Kirby nos anos iniciais, e as alegações de Kirby sobre a sua própria autoria não devem ser levadas a sério”.

Os artigos são divididos em seções, cada uma analisando um aspecto específico dos “fundamentos” da “Versão Aceita” e da versão Kirbyca -- mais ou menos como tirada de sua famosa entrevista publicada no The Comics Journal #134, de fevereiro de 1990, conduzida por Gary Groth. 

Fala, por exemplo, das contradições das “memórias” de Stan Lee sobre as origens da Marvel, os problemas das provas concretas apresentadas para respaldar a sua versão [como a sinopse de Fantastic Four #1] e o uso de elementos temáticos recorrentes em gibis anteriores de Kirby nas primeiras histórias da editora.

A sua análise também parte de um elemento contextual: a compra da Marvel, em 1968, pela Perfect Film & Chemical, “que tinha interesse em minimizar a contribuição dos criadores freelance”, evitando problemas com os direitos autoriais desses, “especialmente no caso de Kirby, com quem a Marvel não tinha qualquer contrato ou contracheque para documentar a sua relação de trabalho com a empresa”.

As postagens, ainda, são intercaladas com trechos de Mister Miracle #6. Nele, Kirby apresenta o personagem Funky Flashman, uma paródia não muito misericordiosa de Lee. A briga nunca acabará. [QUADRINHOS]

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