FRANK MILLER: “FUI DE TOTALMENTE ARREBATADO A CRÍTICO DOS MANGÁS”

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Frank Miller fez 59 anos de idade ontem. Você pode ler uma mini-biografia dele, versão New Frontiersnerd, nos canais habituais: Facebook e Tumblr. Aqui, ficamos com um memória: o perfil que John Dunning, da Dazed Magazine, escreveu sobre ele em 2008. O motivo era o lançamento de The Spirit [confesso: nunca reuni a coragem necessária para assistir], mas o que nos interessa nele é a informação quadrinística. 

Na biografia de Miller, falei como, em algum momento de 1980, uma namorada [Laurie Sutton] largou na mão dele Lobo Solitário, de Kazuo Koike e Goseki Kojima -- a iniciação do quadrinista no mundo dos mangás. 

A parte mais interessante do perfil é, precisamente, sobre essa influência. Dunning cita Miller dizendo que foi com Lobo Solitário que “ele começou a estudar mangás”: “Miller foi ao Japão estudar a forma, 'Fui de completamente arrebatado pelo mangá, e de imitá-lo, a me tornar mais crítico”.

O ápice dessa “investigação” foi Sin City: “me dei conta quando comecei Sin City que eu achava que os gibis americanos e ingleses tinham palavras demais, muito constipados, e que os gibis japoneses eram muito vazios. Então tentei fazer um híbrido. Usava o ritmo dos quadrinhos quando queria que você lesse rápido, e usaria técnicas ocidentais para te parar para algo que levaria muito tempo para passar, brincando com o ritmo cinematográfico”.  [MEMÓRIA] [QUADRINHOS]

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