ARQUIVO X, UMA HISTÓRIA ORAL: “FAZÍAMOS 22 EPISÓDIOS EM 11 MESES E MEIO”

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Domingo, 24 de janeiro, é um dos dias mais aguardados da história televisiva do nerd noventista: é a estréia da nova temporada de Arquivo X. Michael O'Connell , do The Hollywood Reporter, escreveu um “oral history” da série. 

Para fazê-lo, reuniu uma pá de gente – praticamente todo mundo que é alguém na série: Chris Carter, Bob Greenblatt, Danielle Gelber [executivos da Fox na época], Gary Newman [ex-funcionário da Fox], Sandy Grushow [ex-presidente da Fox], Gillian Anderson, David Duchovny [desnecessário apresentá-los], Annabeth Gish [que interpretou Monica Reyes e rumou para o ostracismo], Dana Walden [publicitária da Fox], Mark Snow [compositor da música de abertura], Rob Bowman e os escritores Glen Morgan, Howard Gordon [de 24 horas], Jim Wong, Darin Morgan, Frank Sponitz e Vince Gilligan [o próprio].

Com toda essa gente, deu para falar sobre tudo: Carter comentou sobre as influências [Kolchak: The Night Stalker, The Twilight Zone, Night Gallery], Anderson e Duchovny, sobre o casting. Disse o último, bastante sincero: “existia uma divisão elitista entre atores de cinema e atores de TV. E porque eu era um elitista e pensavam em mim mesmo como um artista, eu ia fazer cinema. Mas a minha agente, que Deus a abençoe, disse que tinha um bom pressentimento sobre Arquivo X -- e que eu precisava pagar o aluguel”.

Elitista.

Mais: Carter falou sobre a decisão de rodar em Vancouver e os problemas no início das gravações. Os dois Morgan, Wong, Gordon e Gilligan sobre os roteiros e a relação entre os escritores [foi Wong que percebeu o furor internético que a série causou]. Bowman, Carter, Anderson e Duchovny sobre o excelente Arquivo X: O Filme e a saída de Duchovny da série. 

Também tem bastante coisa sobre os momentos finais. Carter, sobre o início do fim: “vimos que ia acabar depois do 11 de setembro. De repente, conspirações governamentais não pareciam mais relevantes”. Sobre o filme meia-boca de 2008, Eu Quero Acreditar, e porque a série não continuou como uma franquia cinematográfica [Sponitz: “essa certamente era a intenção. Mas, depois do fim da série, aconteceram mais disputas legais, dessa vez entre Chris e o estúdio”]. [ETCETERA]

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