A ULTRA POWER INVASÃO MONGÓL, DE SHINTARO KAGO: “FORMALMENTE CONSERVADOR”

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Nada como uma resenha de mangá underground para quebrar a sequência de postagens sobre comic-books. E ela aparece pelas mãos de Gerardo Vilches, que resenhou Choudouryoku Mouko Daishuurai [algo como “A Ultra Power Invasão Mongol”, considerando o título em inglês do gibi], de Shintaro Kago, no Entrecómics.

Kago é um quadrinista ero-guro satírico, conhecido pelas experiências narrativas [principalmente com a composição de página] e por frequentemente romper a quarta parede. Duas histórias dele foram publicadas no site brasileiro da revista Vice. Em Choudouryoku Mouko Daishuurai, um de seus mangás mais longos, ele faz uma “metafição histórica”: Gengis Khan dominou o mundo graças à descoberta de mãos de gigantes que, decepadas, são utilizadas como meios de transporte e conhecidas como “cavalos mongóis”. Assim:



Diz Vilches que é um mangá atípico -- para os padrões de Kago, no caso: a idéia é “absurda, no final das coisas puramente Kago”, mas a narrativa é “conservadora desde o ponto de vista formal”, afastada das “experiências metanarrativas” e do seus temas habituais, centrado “em questões sociais e econômicas”. [QUADRINHOS]

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