ERIK LARSEN: “NA INTERNET, LEITORES TENDEM A RECLAMAR E GEMER”

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Ontem foi aniversário de Erik Larsen e, no Facebook/Tumblr eu comentei que ele é um cara vocal. É uma boa coisa, portanto, que eu tenha ficado com essa entrevista que ele deu para Chris Bechloff, do Reaxxion, na manga. Ela tem contexto: foi feita na época que Erik Larsen tuitou a sua inconformidade com a moda atual de dar uniformes “práticos” para super-heroínas para “acalmar minorias ruidosas” -- o que feriu susceptibilidades politicamente corretas.

Na entrevista, ele é bastante didático sobre o assunto: diz que o problema é o vício que os gibis importaram dos filmes em tentar parecer realistas [“a realidade é a seguinte: as armaduras são ridículas, não realistas!”], empurrados por uma minoria, esquecendo que “um leitor não fala pelos outros” e que “os leitores não correm para elogiar nada”, especialmente na Internet.

Disse também que o problema da sensualização das personagens femininas não é “do design do uniforme, mas do design do personagem”: “não é que eu prefira uniformes sexys a uniformes não-sexys. Eu prefiro designs bons a designs ruins”. De exemplos, ele usa o uniforme noventista da Mulher Invisível [feio e sexy, lembra?] e compara a Mulher Gato do Jim Balent [“uma vergonha”] com a do David Mazzucchelli -- praticamente o mesmo design, só que “Mazzucchelli desenha uma mulher, não um brinquedo sexual”. [QUADRINHOS]

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