ART SPIEGELMAN, SOBRE JACK COLE: “FORJADO POR PULPS, FILMES E TIRAS DE JORNAL”

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 Na última segunda-feira, Jack Cole, o criador do Homem-Borracha, faria 101 anos. Existem duas formas válidas de homenageá-lo: essa postagem aqui do New Frontiersnerd, uma resenha de uma história do Plastic Man, The Eyes Have It!, acompanhada da própria história, originalmente publicada em 1943 na Police Comics #22 [COF COF]. A outra tem mais calibre ARTÊ: desencavei um artigo que Art Spiegelman [Maus] escreveu sobre Cole na revista The New Yorker em abril de 1999 -- ponto partida para o livro Jack Cole and Plastic Man: Forms Stretched to Their Limits, que Spiegelman pariu em parceria com Chip Kidd [Batman: Death by Design].

É uma obra. Spiegelman começa tratando Cole como uma encarnação da Era de Ouro dos quadrinhos americanos [uma época “em que os quadrinhos voavam a baixo do radar da crítica e ofereciam um acesso não limitado à vida dos sonhos dos seus criadores”], pelo seu lado mais low-brow: ao contrário de Will Eisner, “que estudou pintura e queria ser um designer de sets de teatro”, foi “forjado principalmente por pulps, filmes, tiras de jornal”.

Os principais gibis de Cole são analisados: Plastic Man é descrito como “mais pulp que O Exterminador Futuro de James Cameron, mais frenético que O Máskara de Jim Carrey, e menos autoconsciente que Zelig de Woody Allen”, “a encarnação da forma dos quadrinhos”. Especialmente no pós-Guerra, quando “prefigurou o vaudeville de uma idéia por minuto dos primeiros gibis da Mad”. Ainda dá tempo de comentar Web of Evil e True Crime Comics, as séries da editora Quality, o seu trabalho para a Playboy [tem inclusive entrevista a Hugh Hefner] e a tira Betsy and Me -- “a realização da ambição infantil do quadrinista de 43 anos”, uma tira de sucesso, que antecedeu “o momento em que Cole enlouqueceu”. [QUADRINHOS]

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