STAR WARS #1, DE JASON AARON E JOHN CASSADAY: UM MILHÃO DE CÓPIAS?

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Shea Hennum, da Paste Magazine, viu as estatísticas de venda nos EUA de Ataque dos Titãs, o mangá de Hajime Isayama, as comparou com Star Wars #1 [de Jason Aaron e John Cassaday] e voltou com uma tese: o mercado americano tem dois "mainstream", um formado por “aquilo que os leitores consideram mainstream” [Marvel, DC e talvez Image] e outro por “aquilo que a estatística considera mainstream”.

Leia concentrado na parte objetiva. O final do artigo é politicamente correto demais [diversidade cultural] e existe uma espécie de miopia de vocabulário: não é essencialmente errado que as pessoas chamem de “comics” apenas aos gibis de super-heróis da Marvel e da DC, que é mais ou menos o que se faz no resto do mundo, e use outra palavra para outros "tipos" de gibi [como "mangá" para Ataque dos Titãs]. No final das contas, uma palavra não tem que englobar tudo; se não, ela é uma palavra inútil.

A parte mais objetiva trata, exatamente, da estatística de vendas. Veja o desmembramento da venda de Star Wars #1 [o celebrado um milhão de cópias, apoiada em SETENTA capas variantes]: “Loot Crate comprou aproximadamente 300 mil do milhão e deu ele para os seus assinantes. Ou seja: um revendedor comprou 1/3 do milhão e distribuiu ele para assinantes; os outros revendedores ficaram com o resto das cópias, provavelmente com descontos progressivos e com o incentivo das capas variantes. As editoras não tem nenhuma forma de saber qual porcentagem desses 700 mil foi de fato comprada por um cliente”. Mais: o último gibi a atingir um milhão de cópias foi Pokemon, em 1999. [QUADRINHOS]

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