REED RICHARDS: “PREOCUPAÇÕES DE HOMENS DE UMA DETERMINADA IDADE”

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Alex Pappademas, na Grantland, escreveu um artigo sobre Reed Richards, o líder do Quarteto Fantástico. O medo dele era que a versão de Milles Teller [do filme de Josh Trank] fosse o Richards da “nova geração”, tomando o lugar do personagem na “consciência coletiva da mesma forma que o Nick Fury de Samuel L. Jackson”. 

Isso, é claro, foi quando o filme ainda estava no horizonte -- ele estava errado [e como], mas Rietman diz bastante coisa pertinente sobre o personagem. Por exemplo, ele é velho: “existe algo sobre a idéia de 'jovem Reed Richards' que esvazia um aspecto essencial do personagem da mesma forma que, digamos, 'jovem Gandalf'”.

O gibi do Quarteto Fantástico, diz Rietman, “trata sobre adultos enfrentando problemas adultos”, como Richards bem representa: “um cientista e super-herói frequentemente em conflito em direto com as suas responsabilidades como marido e pai”. É uma preocupação de “homens de determinada idade”: “Lee tinha quase 40 quando Fantastic Four no. 1 foi publicada; Kirby, tinha 44 e era um veterano da Segunda Guerra”.

Ele também faz uma resenha incidental bacana de Secret Wars, a megassaga marvelita do ano: “é ao mesmo tempo fan service puro e uma crescente metacrítica da natureza ad hoc até mesmo do mais coesivo mundo fictício, com o Dr. Destino no papel de editor-in-chief, policiando o canon com um punho de ferro”.  [QUADRINHOS]

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