DUNA, DE FRANK HERBERT: “A RELIGIÃO É UM INSTRUMENTO INESCAPÁVEL DE MUDANÇA CULTURAL”

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A publicação de Duna, de Frank Herbert, em livro pela editora Chilton [depois de mais de vinte outras editoras terem se recusado a fazê-lo] completou 50 anos. Joseph Bottum, do The Weekly Standard aproveitou a oportunidade para submetê-lo ao “teste do tempo”.

Passou. Bottum começa contando a história do parto do livro: depois de publicar The Dragon in the Sea em 1956, aceitou escerever um artigo sobre as dunas de areia do Oregon para uma revisão de não-ficção, “They Stopped the Moving Sands”. A missão não foi cumprida: Herbert somente reapareceu cinco anos depois com um livro de 500 páginas na mão.

“Dá para perceber”, diz Bottum, porque os vinte editores recusaram publicá-lo: “meio relaxado e com um ritmo estranho”, Duna “tinha mil chances de dar errado”. Fez pela ficção científica, no entanto, o que “J. R. R. Tolkien fez pela fantasia: ambos mostraram para os escritores que seguiram o ramo como construir o que podemos chamar de Universos Massivos Coerentes”.

No caso de Duna, “a história a moda antiga de um herói”, esse universo se concentra mais na “antropologia e na ecologia planetária” do que na física. Os hippies abraçaram a idéia: “Herbert fez da religião um instrumento inescapável de mudança cultural”, mas “que só faz sentido se você a reduz aos seus elementos místicos”. [ETCETERA]

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