CHARLES SCHULZ E BILL WATTERSON: DEADLINES E CUECAS ESTAMPADAS

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Charles Schulz x Bill Watterson: Luke Eppling, do Los Angeles Review of Books, escreveu um artigo sobre as diferenças entre a visão dos dois maiores cartunistas da história sobre a ARTE -- ou, pelo menos, sobre as tiras de jornal.

Elas se cristalizam em um ponto: comercialização. Watterson nunca aprovou o licenciamento de qualquer produto derivado de Calvin & Hobbes: não queria que isso prejudicasse a sua visão criativa; tinha medo de “se vender para o sistema”. Schulz, por outro lado, fez de Charlie Brown e Snoopy em uma máquina de fazer dinheiro: é o quadrinista mais bem sucedido, financeiramente, da história.

Grande parte da diferença, diz Eppling, e geracional: Schulz, e filho da classe trabalhadora da Grande Depressão, “nunca deixou de se preocupar com dinheiro. Antes de Peanuts se tornar mainstream, ele se preocupava sobre como manter a sua família se a tira fosse um fracasso. Depois de ficar rico, expressava preocupação pelos indivíduos cuja vida dependida da fabricação de produtos relacionados a Peanuts”. 

Mais: “veterano da segunda guerra que se tornou adulto nos anos 50, Schulz tinha uma postura menos agressiva em relação à autoridade e a cultura de massa”; “acreditava em uma fronteira entre a high e a low art, entre o que ele chamava de arte 'verdadeira' ou 'pura' e a arte comercial”.

Já “o maior medo de Watterson era se vender, um medo particularmente marcado entre os artistas sérios e dedicados do final dos anos 80 e do início dos anos 90”. [QUADRINHOS]

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