ALEX ROSS: “ESTOU APRENDENDO A NÃO ME IMPORTAR”

* * * *
“O Michelangelo dos Quadrinhos”. É desse jeito [pouco hiperbólico, ein] que Emil Lendof apresentou Alex Ross nessa entrevista. Foi para o The Daily Beast.

Tem um lado engraçado: não sei se é proposital, mas Ross faz os quadrinhos parecerem um negócio feito de qualquer jeito. Falando como faz para fazer as capas de Secret Wars, a mega-saga da Marvel, sem ter acesso às histórias, por exemplo, ele diz: “eles me dão indicações e, tirando umas poucas coisas, eu aceito essas indicações. É um alívio. Estou aprendendo a não me importar”. 

Outro exemplo: ao comparar trabalhar nos quadrinhos com trabalhar na indústria dos videogames, Ross diz que essa última exige diversas provas e revisões. Já os quadrinhos “não esperam ou pedem por essas coisas. Nos quadrinhos, em geral, existe uma sensação de 'nós precisamos publicar isso aí e colocar as coisas em marcha'. Só descubro depois se os gibis que eu fiz a capa tem alguma coisa errada com o jeito que a capa combina com a arte interior”.

No mais, ele também fala sobre o seu método totalmente analógico de desenhar: “não sei usar um computador. Não digitei uma única frase ou um único e-mail sozinho. Geralmente, concentro os meus esforços em trabalhar com papel. Tudo é guache e aquarela. Então, empacoto as pinturas para escaneá-las e as envio para um cara que faz isso para mim. Costumava enviá-las para as editoras, mas hoje em dia elas não tem pessoas que saibam o que fazer com uma arte original”.  [QUADRINHOS]

Nenhum comentário: