SUPER-HERÓIS JAPONESES E MANGÁS MAINSTREAM

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Alexandre Nagado [o nome da falecida revista Herói para o mundo pop japonês] reformulou o seu blog, o Sushi Pop. Uma das novidades é a seção Bate-papo – nas palavras dele, “uma seção onde o leitor poderá enviar uma pergunta para mim”, relacionada a “temas ligados ao universo da cultura pop japonesa (ou mundial), ou ainda sobre quadrinhos ou até desenho (aspectos profissionais e criativos) e assuntos relacionados”. De cara, tivemos duas boas postagens: uma sobre a influência dos super-heróis americanos nos japoneses; a outra sobre o estado atual dos quadrinhos japoneses.

Essa primeira é um espetáculo: Nagado faz um histórico dos super-heróis japoneses relacionados a personagens americanos. Tem referências ao Super-Homem [Super Giant, de 1957], Spider Man [1978, uma reinvenção do personagem resultado da parceria Marvel-Toei que levou a Super Sentai Battle Fever J], derivados de Robocop [Policial de Aço Jiban, 1989], Guerra nas Estrelas [“as espadas de energia se tornaram armas essenciais para muitos super-heróis japoneses”], Exterminador do Futuro 2 [“revolucionou as produções de ficção com seu efeito 'morph' de transformação de imagens”, como em “Kamen Rider ZO, filme de Keita Amemiya, diretor que já fora apelidado em seu país de 'James Cameron japonês'”]...

Na segunda, ele comentou que o mainstream otaku parece cada vez mais restrito: “Cada vez mais, autores e estúdios têm se preocupado mais em extrair o máximo de públicos de nicho do que em expandir horizontes. Grande parte dos autores atuais parece querer atingir mais o público otaku do qual ele fez - e ainda faz - parte”. [QUADRINHOS]

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