O HOMEM-ARANHA DE STAN LEE E STEVE DITKO: “UMA LEITURA FREUDIANA NÃO SE APLICA”

* * * *
Outro que andou criando seções novas para o seu blogue foi Gene Phillips, do The Archetypal Archive. Phillips é um dos melhores resenhistas de gibis da Internet. Infelizmente, também um dos mais herméticos: costuma usar postagens para desenvolver uma teoria de resenhismo que cola diversas formas de crítica arquetípica [nas palavras do próprio: “é como estudar uma matéria que nenhum professor nunca vai te cobrar”]. Agora, no entanto, ele começou a postar regularmente resenhas de gibis -- a boa e velha aplicação prática. Uma das primeiras postagens no novo formato foi essa, sobre Amazing Fantasy #15 e Spider-Man #1-2, as primeiras histórias do Homem-Aranha.

E foi para explicar os as formas pelas quais os “padrões freudianos” ora se aplicam, ora não se aplicam, às histórias. No grupo um está a relação de Peter Parker com o tio Ben e a tia May, que não são oedipianas: “uma leitura pela doutrina freudiana da história de origem poderia acabar acusando o Parker de ter assassinado o seu tipo por um 'ato de omissão' de forma a se tornar mais próximo de sua mãe emprestada, a tia May. No entanto, a tia May não é uma fonte de tentação sexual, mas o objeto do implacável novo senso de responsabilidade de Parker. Não suficiente, ela está em uma posição de autoridade sobre ele. Então uma leitura pela doutrina freudiana não se aplica”. [QUADRINHOS]

Nenhum comentário: