GRANT MORRISON: “A ILHA DAS AMAZONAS NÃO TEM SÍMBOLOS FÁLICOS”

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Grant Morrison foi entrevistado por Eric Diaz do The Nerdist. Morrison falou principalmente da revista Heavy Metal, da qual recentemente se tornou editor, e de Wonder Woman: Earth One, seu projeto com a Amazona da DC, desenhado por Yanick Paquette -- que, depois de alguns anos em produção, verá a luz.

O escritor escocês explicou como conseguiu o trabalho na revista: através de um amigo, o co-CEO [seja lá o que isso signifique] Jeff Krelitz. Também fez uma salada de frutas associativa com a proposta da revista: “as coisas que me interessavam no início da carreira, ficção científica estranha dos anos 70, coisas de Michael Moorcock e J.G. Ballard”, “Conan the Barbarian e séries da Warren como Vampirella”. Também disse porque deixou de seguir a revista nos anos 80 [“parecia muito Sunset Strip/pornô/Motley Crue para mim”] e mencionou alguns criadores que tem em mente para convidar para a revista [Frazer Irving, Chris Burnham, Bryan Talbot e Brendan McCarthy].

Sobre Wonder Woman: Earth One, Morrison deu detalhes sobre a proposta. Não será a sua versão para Promethea: “não queria fazê-la uma mulher guerreira, não é o que William Marston queria. A Diana dele era uma médica, uma curandeira, uma cientista. O que essa sociedade de mulheres imortais fez ao longo de sete mil anos? Elas não estavam arrancando a cabeça de homens, elas teriam a sua arte e a sua arquitetura e a sua filosofia e poesia e não teria nada que ver com homens. Então a Yanick Paquette fez um excelente trabalho de design, agora não existem símbolos fálicos. O avião invisível tem o formato de uma vagina”. [QUADRINHOS]

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