FÁBULAS, DE BILL WILLINGHAM: “PARTE DA MINHA TENTATIVA DE NÃO ARRUMAR UM EMPREGO DE VERDADE”

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Fábulas, a série de Bill Willingham, chegou ao fim: seu último encadernado [Fables: Farewell] foi publicado em julho. A série dos personagens de folclore exilados em Nova Iorque é um marco na Vertigo: foram 13 anos, 150 edições [a mais longa série creator-owned da história da Vertigo] e um monte de prêmios [a maioria deles, é verdade, para as capas de James Jean, que ganhou o Eisner seis vezes; a série também levou três prêmios de melhor arco de histórias e é a maior ganhadora da categoria, que existiu entre 1993 e 2006]. Jim Vorel escreveu, na Paste Magazine, uma mistura de histórico com apreciação crítica do gibi.

Para isso, entrevistou, além de Willingham, Mark Buckingham e Shelly Bond [editora original da série]. Conforme o próprio escritor, o sucesso foi inesperado: “quando tive a idéia, pense que seria mais uma dessas coisas nas quais eu trabalho por um tempo, com sorte consigo um pouco de atenção da crítica e, quando as vendas não se mantivessem, eu iria adiante. Fez parte da minha tentativa em série de não arrumar um emprego de verdade”.

O charme, para Vorel, está na “variedade das estruturas das histórias”: “a série começa como um mistério de crime, e depois passa por quase todo gênero de quadrinhos imaginável. Tem histórias de guerra. Tem romances. Histórias de espionagem. Heróis de capa. É difícil imaginar que algum leitor de quadrinhos não vai encontrar uma história de Fábulas que se encaixe no seu gosto”. [QUADRINHOS]

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