JONATHAN FRANZEN SOBRE PEANUTS: "EM UMA TIRA SOBRE CRIANÇAS, EU ME IDENTIFICAVA COM O CACHORRO"

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O escritor americano Jonathan Franzen faz 56 anos de idade hoje. Isso é pauta no NewFrontiersnerd por dois motivos: um] Franzen, um dos principais escritores americanos da atualidade [seu primeiro romance, As Correções, ganhou o National Book Award em 2001; o segundo, Liberdade, fez dele o primeiro escritor capista da Time em quase dez anos]; dois] o homem é um fã de Peanuts, a tira de Charles M. Schulz.

“Ser um fã de Schulz” não é algo exatamente incomum: o ponto é que Franzen é um fã capaz de escrever um ensaio sobre a tira como esse, The Comfort Zone, originalmente publicado na revista The New Yorker em novembro de 2004 [e depois no livro A Zona do Desconforto por aqui, com o titulo Two Ponies]. 

Nele, o escritor mistura reminiscências sobre a sua infância, a biografia de Schulz e análise das tiras. É muito fluído, o que dificulta selecionar um texto de amostra. Vou tentar com esse, que descreve o que diferenciava Peanuts das outras tiras: “Os mais fortes antecessores de Peanuts, Krazy Kat de George Herriman e Popeye, de Elzie Segar, deixavam você consciente dos limites dentro dos quais as tiras de jornal operavam. O rosto dos personagens de Herriman eram muito pequenos para mostrar mais do que uma noção rudimentária de emoção, então o peso do humor e da empatia repousavam na linguagem de Herriman; o trabalho dele é mais fábula cômica do que desenhos engraçados. O rosto do Popeye era proporcionalmente maior que o de Krazy Kat, mas muito da expressividade de Segar era gasto em itens variados, como a mandíbula do Popeye ou o seu nariz gigante; eram boas piadas, mas eram sempre a mesma piada. A primeira tira de Peanuts, ao contrário, era cheia de espaços em branco e caras grandes e engraçadas. Era um convite direto”. [MEMÓRIA] [QUADRINHOS]

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