ENRIQUE SÁNCHEZ ABULÍ: “TORPEDO NÃO TEM COMO SER REDIMIDO”

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Enrique Sánchez Abulí, roteirista espanhol que passará à história como criador do mafioso Torpedo deu uma baita entrevista para o site Bilbao24horas. Abulí, que recentemente ganhou o Gran Premio del Salón del Cómic de Barcelona [é só a segunda vez que ele vai para um roteirista], falou de sua vida e de sua carreira.

Abulí é filho de um  R. F. Lucchetti versão espanhola, então a parte da entrevista que trata da infância dele vale a leitura. Mas aqui vamos ficar com a parte que envolve a criação do Torpedo – começando por sobre como Alex Toth, primeiro desenhista da série, chegou ao personagem: “um dia Miralles, braço direito de Toutain” [Josep Toutain, histórico editor espanhol] “me pediu para escrever um roteiro de 6 páginas com um gângster e uma loira, e assim nasceu Torpedo. Era um roteiro para testar um desenhista. Quando Toutain leu ele, pensou que podia ser um personagem e decidiu apostar nele. Naquele tempo, estava na moda a colaboração entre um roteirista e um desenhista estrangeiro, ou um desenhista espanhol e um roteirista americano”.

E como ele partiu: “Toth era muito moralista. Lembro que pedi para ele uma cena de nudez, Torpedo e uma loira, e ele desenhou um quadrinho negro. Não fechava com a forma dele de ver o personagem, eu queria escrever a história de um homem ruim e ele não suportava aquilo, queria redimir o personagem custe o que custasse, e Torpedo não tem como redimir”. [QUADRINHOS]

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