YOSHIHIRO TATSUMI: "QUASE COMO CHARLES BUKOWSKI"

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Yoshihiro Tatsumi, o mangaka responsável por Black Blizzard e A Drifting Life [a sua autobiografia lançada em 2009 pela Drawn and Quarterly, uma obra], e por ter cunhado o termo gekiga, faleceu no início de março. Dessa postagem de Paul Gravett, no seu próprio site, você pode tirar porque essa foi uma perda a ser sentida.

É, na verdade, uma republicação de uma entrevista com Eric Khoo, amigo do quadrinista e diretor do documentário animado Tatsumi [uma biografia, como você pode imaginar], que ganhou uma introdução informativa.

Khoo tenta explicar como foi que Tatsumi, “um artista” espremido entre a abundância de lançamentos nas bancas japonesas e Shigeru Mizuki [“uma lenda”], que nunca teve uma série longa de sucesso, se tornou um dos primeiros mangakas a serem traduzidos no ocidente [no início dos anos 80, na revista espanhola underground El Víbora]: “os gibis dele são imaginativos e muito bons, mas também tem um elemento fantástico. As histórias de Tatsumi são quase como as de Charles Bukowski, elas pegam pesado”; “se ele não tivesse talento para os quadrinhos, fabricaria sabão ou teria uma vida horrível”. 

Deu tempo de fechar a postagem com um vídeo: uma entrevista do próprio Tatsumi, com legendas em inglês, sobre o surgimento do gekiga. Fecho com ela também: 


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