GANHADORES DO EISNER: LITTLE NEMO IN SLUMBERLAND E MULHERES PASSAM O RODO

* * * *
É época de San Diego Comic-Con. Portanto, é época de entrega de Prêmios Eisner -- por incrível que pareça, ainda existem eventos relacionados a quadrinhos por lá. Os ganhadores foram anunciados nesse final de semana. A lista completa você encontra aqui. Nessa postagem, você vê ANÁLISE ESTATÍSTICA.

As editoras que lideravam em indicações ficaram para trás: a DC levou dois prêmios [Melhor Capista, para Darwyn Cooke, e Melhor Pintor/artista Multimídia de arte interna, para J. H. Williams III, de The Sandman: Overture]; a Fantagraphics ficou apenas com Melhor Obra Baseada em Fatos Reais [Hip Hop Family Tree, vol. 2, de Ed Piskor]; a Marvel ficou de mãos abanando [o que não acontecia desde 2001].

A editora mais premiada foi a Dark Horse: Melhor Edição Individual [Beasts of Burden: Hunters and Gatherers, dos veteranos Evan Dorkin e Jill Thompson], Melhor Edição Americana de Material Estrangeiro [Blacksad: Amarillo, de Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido], além de dois prêmios individuais por trabalhos publicados pela editora, Melhor Colorista [Dave Stewart] e Melhor Escritor [Gene Luen Yang, por Avatar: The Last Airbender e The Shadow Hero, essa última publicada pela First Second].

A série mais premiada, de novo, foi Saga, de Brian K. Vaughan e Fiona Staples. Vaughan, no entanto, não repetiu o prêmio de melhor escritor [que ganhou nos dois últimos anos]: a série levou os prêmios de melhor série regular [igualando-se a Sandman, de Neil Gaiman, até agora a única série a ganhar o prêmio três vezes] e melhor desenhista.

Como eu disse, o prêmio de melhor escritor ficou com Luen Yang. É a primeira vez que ele ganha em uma categoria individual, mas gibis seus já tinham sido premiados em 2007 [quando O Chinês Americano ganhou o prêmio de Melhor Álbum -- Lançamento] e 2010 [Urgent Request levou Melhor História Curta]. Desde 1997 o prêmio não ficava longe das mãos da Marvel ou da DC por três anos seguidos [Alan Moore ganhou entre 1995 e 1997 por Do Inferno, que foi publicado pela Kitchen Sink; falando nisso: Denis Kitchen foi para o Hall da Fama, junto com Chris Claremont, John Byrne e Frank Miller].

Mas quem se deu bem mesmo foram as mulheres e Little Nemo in Slumberland. Projetos relacionados a menino dorminhoco levaram quatro prêmios: Melhor Série Limitada [Little Nemo: Return to Slumberland, de Eric Shanower & Gabriel Rodriguez, da IDW], Melhor Antologia  e Melhor Design de Edição [os dois para Little Nemo: Dream Another Dream, da Locust Moon], Melhor Coleção/Projeto de Arquivo -- Tiras [o monumental Winsor McCay’s Complete Little Nemo, editada por Alexander Braun, da TASCHEN].

Já as mulheres foram ao palco nove vezes, um recorde [e o dobro de 2013 e 2014, recordistas anteriores]: entre as ganhadoras, além da já mencionada Staples [além de Melhor Desenhista, ganhou com Vaughan melhor Série Regular, Saga], temos Emily Carrol [Melhor História Curta, por “When the Darkness Presses”, publicada em http://emcarroll.com/comics/darkness/,  e Melhor Graphic Album -- republicação, por Through the Woods]Lumberjanes, de Shannon Watters, Grace Ellis, Noelle Stevenson e Brooke A. Allen [BOOM! Box], por Melhor Série Nova e Melhor Série para Adolescentes; e Melhor Escritor/Artista para Raina Telgemeier [que já tinha ganhado Melhor série para adolescentes por Smile, em 2011], por Sisters [Graphix/Scholastic].  [QUADRINHOS]

Nenhum comentário: