THE COMPLETE ZAP COMIX: "NÃO PARECE CONTRA-CULTURA HIPPIE"

* * * *
A Fantagraphics lançou um box-mamute de 920 páginas, 6 volumes e 500 dólares [gulp!] com tudo que há da Zap Comix -- incluindo aí um volume só com entrevistas com os quadrinistas e editores, uma espécie de história oral da revista. Nicole Rudick, no The Comics Journal, escreveu uma bela resenha sobre o tijolão -- não muito criativamente batizado de The Complete Zap Comix.

Olha só que EXCESSO:


Rudick fala da importância da edição [“oportunidade ideal de examinar a forma que a revista evoluiu, não apenas em termos de interação entre os seus artistas, mas também em relação ao tema e a forma”], não ignora a luxúria da edição [“certo, não se precisava de uma versão de 500 dólares para isso”], e comenta o trabalho de cada um dos artistas envolvidos -- Robert Crumb, S. Clay Wilson ["o mais influente"] e Rick Griffin são os principais nomes.

E os comentários dela são interessantes. Exemplo, falando sobre Crumb: “ainda que a psicodelia fosse evidente, Crumb também admitia que 'Zap não parece algo da contra-cultura hippie. Parece um gibi normal'. Curiosamente, Gary Panter ficou emocionado com a primeira edição não porque ela rompia com o passado, mas porque ela parecia um gibi antigo. Crumb, disse Panter, 'sintentizou os últimos setenta anos'”. [QUADRINHOS]

Nenhum comentário: