LOVECRAFT EM QUADRINHOS: DE BRECCIA A BRECCIA

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H. P. Lovecraft é tendência entre o nerdismo de quadrinhos. Norman Fernández escreveu, no Tebeosfera, uma resenha sobre duas adaptações para os quadrinhos de histórias do escritor de Providence. Alan Moore não está lá, o negócio é de pai para filho: o primeiro gibi é Los mitos de Cthulhu, de Alberto Breccia e o seu genro, Norberto Buscaglia; o segundo, Lovecraft, graphic novel publicada pela Vertigo no início da década passada, escrita por Keith Giffen e Hans Rodionoff, e desenhada por Enrique Breccia.

O ponto forte do primeiro, várias adaptações de contos de Lovecraft, é a arte do Breccia pai. Argumenta Fernández que o gibi é uma mostra da evolução do seu traço: “nas primeiras histórias se pode rastrear o autor de Mort Cinder, ou inclusive Sherlock Time. No entanto, ao final, o Breccia que reconhecemos é o mesmo que mais tarde faria aquelas maravilhosas adaptações de contos infantis, ou, inclusive, ao de Perramus”.

Lovecraft é uma “mistura da biografia de H. P. Lovecradt com o universo literário que ele criou” – na verdade, uma de Rodionoff para um filme que não saiu de papel, que Giffen roteirizou e Enrique Breccia desenhou. [QUADRINHOS]

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