VINGADORES: A ERA DE ULTRON, DE JOSS WHEDON: "MAIS SOLTO, INVENTIVO E ESTILOSO"

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Na última quinta-feira estreou no Brasil o novo filme dos Vingadores, A Era de Ultron, como aqueles que não são imunes às filas de cinema devem ter percebido. Foi uma semana antes da estréia nos Estados Unidos, motivo pelo qual o resenhismo do filme ficou meio depauperado -- foram poucas e superficiais as resenhas já publicadas lá fora. 

Poucas e superficiais, mas positivas: até agora, a recepção de A Era de Ultron é melhor do que a consolidada de Os Vingadores. A de Scott Foundas, da Variety, é um bom exemplo da média: disse que o filme é "mais enxuto, rápido e engraçado" [também "mais solto, inventivo e estiloso"] que o anterior, "o tipo de continuação [como Jornada nas Estrelas: A Ira de Khan, Super-Homem II e Indiana Jones e o Tempo da Perdição] que se livra da seriedade do seu predecessor e abraça o seu lado série matutina de sábado". 

Helen O'Hara, da Empire, também é um bom exemplo da resenha média -- só que nos pontos negativos. O peso de suportar todo o cada vez mais complexo Universo Marvel cinematográfico se faz sentir: alguns elementos da historia não parecem “orgânicos”, mas apenas “alvos específicos não apenas para Capitão America: Guerra Civil, mas também Thor: Ragnarok, Pantera Negra e as duas partes de Vingadores: Guerra Infinita. Isso acrescenta complicações a uma trama já complexa”.

O quê? Esse filme tem muitos elementos na trama???


Mesmo assim, a resenha é, de novo, positiva: "Whedon faz tanta coisa certa, e injeta uma mistura poderosa de humor e grandes apostas em cada cena, que não tem como procurar muitos problemas. Quando poderíamos assistir felizes a esses personagens jantando juntos, fica difícil reclamar que eles estão salvando o mundo”. 

Foge um pouco da regra essa resenha de Deborah Ross, na britânica The Spectator. Não é o tipo de revista que normalmente trataria de um filme como Os Vingadores. Só que Ross foi assistir ao filme com o seu filho de 20 anos, o que faz com que crítica tenha um jeitão engraçado de choque de gerações [“não sei qual é o problema com a cabeça desses jovens homens que entendem tudo isso, mas não entendem que devem juntar as toalhas molhadas, ou chegar em casa às 4 da manha, ou fechar a porta sem fazer barulho”], o que já seria suficiente para afastar o seu texto do estilo dos outros [e fazê-lo encaixar no que se espera da The Spectator]. 

E ela, é claro, não gostou do filme: "não existe verdadeiro drama. Não existe tensão. Tudo pára para a próxima batalha. É repetitivo de forma tediosa. E todos os personagens tem apenas um traço definidor. Eles ganharam histórias sobre o seu passado, mas são histórias que gritam 'história sobre o passado ruim! história sobre o passado ruim!', de forma que elas perdem o seu próprio objetivo, não acrescentam nada aos personagens e, na verdade, chamam a atenção para o quão fraco o filme realmente é".

Mas a própria reconhece que isso se deve ao fato de que ela não gosta de qualquer blockbuster -- e também reconhece, com certo nojinho, que, se esse não é o seu caso, você vai gostar do filme: "Isso é, eu acho, exatamente o que os fãs desse gênero querem, já que é um filme de ação gigantesco recheado com cenas de ação, com navios, monstros de ferro e explosões de fogo, que são impressionantes, se é isso que te impressiona. Também é fantasticamente rápido". [ETCETERA]

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