DEMOLIDOR: DIABO DE GUARDA, DE KEVIN SMITH E JOE QUESADA: DESCONSTRUÇÃO E META-FICÇÃO

* * * *
Tá todo mundo bem faceiro com a série do Demolidor no Netflix, ein? Você já leu aqui e aqui sobre a série a série em quadrinhos mais recente do personagem, escritas pelo Mark Waid. Aqui, já leu sobre Demolidor: Amor e Guerra, escrita pelo principal quadrinista a passar pelo personagem, Frank Miller, e desenhada por Bill Sienkiewicz. Agora, uma resenha honesta da fase de Kevin Smith [Mallrats] e Joe Quesada, que colocaram o personagem de volta no mapa no final dos anos 90, dá para encontrar aqui. É de James Kelly, para o Sequart.

O contexto é o seguinte: no final dos 90, a Marvel terceirizou a produção de histórias de alguns personagens de [então] segundo escalão, como o Demolidor e o Justiceiro. Eles caíram na mão de Quesada e o seu estúdio, o Event Comics. Isso ficou conhecido como selo Marvel Knights.

Como diz Kelly, a idéia de Quesada era “focar nos roteiros, e não na arte”, e “dar ênfase no talento”. Kevin Smith, no auge de sua fama, levou o Diabo Vermelho para casa -- uma oportunidade para “mostrar o seu talento com o drama e narrativas focadas na ação”.

E, sempre conforme Kelly, o que Smith fez foi encarar os elementos católicos do personagem de frente e misturar a desconstrução de um super-vilão clássico com meta-ficção: Diabo de Guarda, a sua história, “é um comentário sobre o próprio selo Marvel Knights”. [QUADRINHOS]

Nenhum comentário: