CHRISTOPHER NOLAN: “O FILME DO SUPER-HOMEM DE RICHARD DONNER ERA INCRÍVEL. ENTÃO VAMOS FAZER ISSO COM O BATMAN”

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Christopher Nolan foi entrevistado por Scott Feinberg, do The Hollywood Reporter. É a melhor entrevista dele que eu já li -- também é a mais longa, e não apenas para o que se espera de um cara reservado como ele [aliás: ele diz que não tem e-mail ou celular].

Nolan fala sobre a sua relação com a sua esposa e produtora Emma Thomas, seu irmão e roteirista habitual Jonathan Nolan, e a preferência por trabalhar com os mesmos atores [Michael Caine, estamos falando de você]. Também fala dos filmes que fizeram com que ele quisesse ser diretor de cinema e as suas influências [só nerdismo sci-fi: Guerra nas Estrelas, Blade Runner, Alien].

Depois disso, a entrevista vai evoluindo juntamente com a sua carreira: Feinberg e Nolan conversam sobre Following [seu primeiro filme, rodado em preto e branco e entre amigos, gravados de dez em dez minutos em sábados espalhados ao longo de um ano], Amnésia [“o maior salto que eu dei na minha carreira”], os filmes do Batman, O Grande Truque, A Origem e Interestelar.

Mas eu sei que todos vocês estão aqui para ler sobre os filmes do Batman. Nolan fala principalmente sobre Batman Begins: a ideia era “torná-lo realista, nos mesmos graus que você espera de um filme de ação de Jerry Bruckheimer, que vai ter aquelas texturas realistas, entende?”.

E a inspiração foi o primeiro filme Super-Homem, de Richard Donner: “nunca fizeram um filme do Batman em 1978, onde você vê a origem, onde o mundo é o mesmo em que nós vivemos mas tem essa figura extraordinária, que é o que funcionou tão bem no Super-Homem do Dick Donner”; “adorava o jeito que a Nova Iorque do filme do Super-Homem parecia Nova Iorque, ou a Metrópolis parecia Nova Iorque. Parecia uma cidade que você poderia reconhecer e tinha esse cara voando pelas ruas. Isso é incrível, então vamos fazer isso com o Batman”. [ETCETERA]

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