BERTOLT BRECHT: A LITERARY LIFE, DE STEPHEN PARKER: “BRECHT ABSORVIA GENEROSIDADE COMO UMA ESPONJA E DISTRIBUÍA COMO UMA PEDRA”

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Anthony Daniels escreveu, no New Criterion, uma resenha sobre Bertolt Brecht: A Literary Life, de Stephen Parker, uma biografia do dramaturgo alemão, que rapidamente se transforma em uma crítica à sua obra. Te dou três motivos para ler o texto: Daniels é o nome verdadeiro de Theodore Dalrymple, que é um ás; a New Criterion é a revista ARTÊ editada por Roger Kimball, outro ás; e Brecht é uma das grandes influências de Alan Moore [eu sei que vocês só estão aqui pelo nerdismo].

Moore, no entanto, parece um cara mais BACANA. Do livro, Daniels tira um retrato cruel de Brecht: charmoso, sim, mas frio [“absorvia generosidade como uma esponja e a distribuía como uma pedra”], relaxado [“fisicamente repelente” e “raramente tomava banho” ou “escovava os dentes”; “sofria de mau-hálito – ou melhor, os outros sofriam com isso”], cruel com as mulheres e “quase abertamente desonesto”.

De qualquer forma, o que interessa mesmo não é a análise do homem, mas da obra, e é isso que ocupa a maior parte do artigo. Conclusões: primeiro, “ninguém pode negar a sua influência”; “algumas de suas peças são efetivas no palco”; “ninguém pode escrever uma boa peça por acidente”. No entanto, “praticamente toda a sua obra pode ser interpretada como uma tentativa desculpar a sua própria conduta e personalidade vil”. [ETCETERA]

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