ART SPIEGELMAN, SOBRE LYND WARD: “HABITAVA RAMOS MENOS INFESTADOS DE VERMES DO MUNDO DA NARRATIVA GRÁFICA”

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Um dos artistas que protagonizam a exposição Wordless!, de Art Spiegelman, é Lynd Ward -- que usava gravuras em madeira para criar narrativas ilustradas mudas. E o próprio Spiegelman escreveu esse artigo, na The Paris Review, sobre Ward e a sua obra.

Apesar de ser parte do “punhado de artistas que já fizeram uma graphic novel”, e de ser uma das inspirações de Will Eisner para a sua obra e parta o parto do próprio termo [“eufemismo”, diz Spiegelman] “graphic novel”, as raízes de Ward não estão nos quadrinhos, mas nos ramos “menos cheios de vermes” da “gravura e da ilustração”. “Quando conheci ele nos 70”, conta Spiegelman, “perguntei quais eram os seus quadrinhos favoritos e ele me explicou que não podia lê-los na infância” [Ward é filho do ministro metodista e militante de esquerda Harry F. Ward]”.

“Pressionado, manifestou apreço pelo Príncipe Valente de Hal Foster, que descobriu quando era adulto”, o que Spiegelman “mal e mal considera uma história em quadrinhos, com as suas legendas colocadas de formas seguras a baixo de ilustrações estáticas”. [QUADRINHOS]

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