JOHN BUSCEMA E NATURE BOY, THE DICATOR OF UTOPIA: SETE PÁGINAS ENTRE 1984 E ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

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Hoje é aniversário de John Buscema, que faria 87 anos. Quando finalmente se estabeleceu na Marvel, em 1966, o homem se tornou um dos quadrinistas mais influentes dos Estados Unidos: desenhou quase todos os personagens da editora, quase 100 edições de The Avengers [até hoje a minha fase favorita do grupo] e Silver Surfer, mais do que isso de Conan, The Barbarian, e se tornou maior influência pós-JackKirby para os artistas que passaram por lá.

Entre os vinte e os trinta anos, no entanto, parecia que ele não queria trabalhar com quadrinhos. Entre o final da década de 40 e a metade da de 50, ele desenhou gibis de quase todos os gêneros, é verdade. Mas sempre como freelance e ao mesmo tempo que desenhava retratos de boxeadores [ele mesmo era um pugilista amador] para o The Hobo News [combinação de fatores já faz dele um dos maiores seres vivos de todos os tempos] e estudava no Pratt Institute, sempre de olho na ilustração comercial -- acabou na Chaite Agency, onde trabalhou por quase dez anos antes de voltar a trabalhar com Stan Lee.

Um dos seus últimos trabalhos dessa época foi o seu primeiro gibi de super-heróis. Nature Boy foi publicado pela Charlton Comics em uma tentativa de surfar na onda do Super-Homem. O roteirista, de fato, era o co-criador do escoteiro azul, Jerry Siegel.

A primeira aparição do personagem acontecem em Nature Boy #3, de março de 1956 [sim, a primeira edição é a #3. Coisas da Charlton]. São três histórias: The Origin of Nature Boy, The Dictator of Utopia e The Terrible Torrent, a última protagonizada pela sua versão adulta, Nature Man [eu diria que isso e os super-poderes, controle sobre sobre os elementos, é difícil tentar mais copiar o Super-Homem, mas o roteirista é JERRY SIEGEL. O máximo já tinha sido atingido].

Das três, The Dictator of Utopia é a mais interessante. É verdade que a arte de Buscema dificilmente poderia ser MENOS empolgante do que nessa edição: a composição de páginas é rígida, os planos, abertos e a angulação, inexistente. A graça está na trama: transcorre na cidade de Utopia, controlada pelo magnata totalitário Diamond Brite. Parece uma versão mais 1984 [Brite é “more like a Big Brother than a Boss”; existe uma polícia fascistóide que desce o cacete na dissidência] de Admirável Mundo Novo [Brite é um Henry Ford despudorado].

A história segue depois do pulo. O gibi completo [e o resto da série, Nature Boy #4 e #5], você encontra no Comic Book +.




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