ATAQUE DOS TITÃS, DE HAJIME ISAYAMA: "CHAMADO ÀS ARMAS DIRIGIDO AOS JOVENS JAPONESES"

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Ataque dos Titãs, o animê/mangá de Hajime Isayama [publicada no Brasil pela Panini] é CONTROVERSA. A história dos monstrengos burros, gigantes e devoradores de gente que atacam incessantemente uma cidadela hiper-murada, último refúgio da humanidade, foi vista por parte do nerdismo como um apoio velado à reforma da “cláusula pacifista” da constituição japonesa [que proíbe o exército do Japão de atuar fora do país e recentemente reinterpretada]. Andrew Osmond, do Manga UK, explicou a situação.

Conforme o próprio, a abertura do animê, com os seus monstrengos descerebrados e o pensamento grupal militarista dos mocinhos, já é reúne os fatores que levantam suspeitas:


A tese é a seguinte: Ataque dos Titãs “é um chamado às armas dirigido aos jovens japoneses, ensinando beligerância disfarçada de fantasia; os horríveis Titãs representam a China, a Coréia e as outras nações asiáticas; o programa é propaganda de ódio”. Isso tudo seria denunciado, ainda, por um personagem, o general Pyxis, modelo “a partir de um personagem histórico, Akiyama Yoshifuru”.

Mas o próprio Osmond acha que isso é hipersensibilidade politicamente correta: “é difícil enxergar porque vale a pena separar Ataque dos Titãs de uma pilha de mate todos eles, derrube tudo, que forma o mundo da cultura pop”; “Titãs, como muitas fantasias, está cheio de imagens de indivíduos heróicos de um lado”; o uso de nomes e ícones da mitologia nacional é freqüente”, “como no caso do navio de guerra japonês Yamato, transformando em nave espacial por Leiji Matsumoto. Yamato dificilmente é acusado de ser parte de um zeitgeist nacionalista belicoso, mas pode ser que isso seja porque não existia Internet na época”.

Deu tempo, ainda, de fazer um paralelo entre Ataque dos Titãs e alguns trabalhos mais recententes de Mamoru Oshii [o cara por trás do animê Ghost in the Shell], como Patlabor 2 e Blood: The Last Vampire [QUADRINHOS]

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