O DEMOLIDOR DE ANN NOCENTI: “CHATO”

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Ann Nocenti encarou uma bronca nessa vida: escrever a série do Demolidor logo depois de Born Again, a história de Frank Miller e David Mazzucchelli que não só deixou o parâmetro de comparação muito alto, como também o personagem esvaziado. Gerardo Vilches, no seu próprio blogue [The Watcher and the Tower] resenhou um encadernado recentemente lançado pela Panini España com as 14 primeiras edições da fase de Nocenti e explicou que a missão, pelo menos do início pré-John Romita Jr., não deu muito certo.

Diz Vilches que os gibis são chatos: os temas engajados pelos quais a fase é conhecida são tratados de forma superficial e simplória, as mulheres são “anódinas diante de Matt” e a sensação é de um “estágio estranho”. O problema, conforme ele especula, é a “sucessão de fill-ins”: embora alguns dos desenhistas envolvidos sejam bons [Rick Leonardi, Louis Williams e Barry Windsor-Smith], falta “cumplicidade e confiança”, o que faz com que Nocenti “abuse de diálogos e dos textos de apoio, excessivamente explicando tudo, repetindo informação”. [QUADRINHOS]

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